quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DAY # 1 Terça, 10 de janeiro de 2012

Começamos bem cedo, 6h00 e logo fomos visitados pelo fenômeno da pressa aliada ao mau humor. As primeiras consequências não tardaram a aparecer: saímos atrasados, (tínhamos horário marcado com o amigo Miguel na mina Laguna), escolhemos o pior posto de combustível, auto serviço, demos um banho de gasolina na nossa BWM, tudo nela ficou ensopado e fedido, além de ter corroído um protetor de vento lateral. Meleca feita, seguimos adiante. Antes que peguntem, não era eu que etava bastecendo a moto. Também não direi quem foi!

Miguel nos deu uma confortável carona em sua Monhave até um ponto de abastecimento oficial nas terras da ACF Mineria. Havia um grupo de convidados da Peugout que recebeu um tour conduzido pela organização. Esperamos por 2 horas (!!!) debaixo do sol das 11am de um deserto ( já sacaram que os eventos da manhã ficaram ainda mais marcantes) até que a primeira moto surgiu. Era o Marc Coma, #1. O povo em volta aplaudiu-o. E posso falar, nesta hora até me emocionei. Ele fez o que tinha que fazer, abasteceu a moto, deu entrevista a organização, seguiu ao ponto de água, fez pipi, teve muitas fotos tiradas pelos fãs a sua volta e montou na moto imunda para mais 30 km até a especial. Nesta etapa, depois da paradinha, todos os competidores são agraciados pelas dunas de Iquique. Ano passado sentamos na base dela e é algo impressionante, pela altura, inclinação, velocidade e pelo visual, ela fica de frente para o mar. Lamentei perde-la este ano.

Todos os competidores fizeram as mesmas coisas, uns mais relax, outros tensos, pediam ajuda para refilar o camelback, faziam ajustes na moto, nos acessórios, etc. Pelos comentários, a etapa estava power, com direito a lama de parar e cruzo de rio com água até a cintura. Os top 5 foram mega tietados. Uma fã até guardou a garrafa da água vazia que um deles usou. Encontramos muitos amigos, portugueses, o Pedro, o Helder, o Paulo, espanhois, brasileiros, o Ze Helio, o Denis, o Dimas, o Zanol....sentimos não ver o Ike Klaumman e o Guiga+Ze. O pessoal da organização estava alto astral, todos amigáveis e trabalhando pacas.

Este é o melhor jeito de experimentar a prova, pelo menos das que conhecemos. La pelas 15h buscamos nossa moto na Laguna e viemos para la casona, centenária, linda dentro da mina Iris e que pertence a família do Gonça. Como fui surpreendida por forte resfriado, dormi a tarde enquanto Amaury seguiu cuidando dos ajustes para viagem.

Percebemos há pouco que algumas fotos ficarm idênticas as do ano passado, pois nossas roupas/ kits de deserto são los mimos, rsrs. Será que foi por isso que uns caras nos reconheceram na parada de abastecimento no meio do nada?

Beijos e abraços!

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