quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DAY # 2 Quarta, 11 de janeiro de 2012

Amanhecemos na pacífica casa grande na mina. Mais uma da desgraça de ontem cedo: esquecemos a credencial do Dakar enviada pelos Klaumman!! Deve ter ficado em uma das malas de Iquique. Se estiver lá, não vale nada. Nosso destino era o bivouac de Arica, mas sem crachá, não dá. Decidimos seguir estrada até Tacna, no Peru.

Fazer a fronteira antes do circo da competição foi uma ótima ideia. Saímos da casona com 21 graus pela manhã, a esta hora (a da fronteira) já estavam 33 graus, e assim se manteve pela maior parte dos 570 km que rodamos hoje. Definitivamente este ano está bem mais quente! Pudemos ver, algumas vezes, a famosa miragem d'agua dos desertos. Também cruzamos com as equipes de apoio do Dakar, várias, e na chegada a Iquique, compartilhamos a estrada com os principais pilotos de moto. Tb estavam chegando ao pto de descanso do dia. Para quem tinha perdido as esperanças, o contato com a prova foi mto bom!

Cruzar a fronteira nos custou apenas uma hora. Foram 3 "barreiras" burocráticas, primeiro as pessoas, depois o veículo. Muitos carimbos depois, um grupo de brasileiros e nós finalmente conseguimos.

O visual desta entrada do Peru é incrível. Estrada boa, sinuosa, desafiante. Tacna é uma grande cidade, turística, estava bem cheia, principalmente de chilenos em vacacciones para comprar. Hotel bom lotado, ficamos parados 20 min em uma rua principal no centro e fomos abordados por vários curiosos, nada acanhados, que perguntaram desde o preço da moto até o horário que a primeira moto da carreira passaria na cidade. A dona do café da esquina nos disse que se levássemos todos os nossos amigos motoqueiros para lanchar lá, ganharíamos descuento. Dio mio, que horor! Decidimos tentar a sorte em Moquegua, uns 150km depois.

E foi sorte mesmo....achamos um hotelzinho qualquer nota, mas a estrada foi lindaaaa. Aqui é a Ruta del Pisco, a aguardente feita da uva! O rio que beira a estrada permite o cultivo das parreiras e de muitos animais. Apesar do mesmo visual pobre das casas características desta região, são agilizados, bem estruturados e presenteados com uma belíssima paisagem verde (no meio do nada). A pop em Moquegua é de 65mil personas.

Escolhemos para jantar uma Polleria (para nós no Brasil é o famoso frango de tv) bem local, sem turistas, fomos agraciados por um delicioso pollo assado com salada e papas crocantes. Seviço nota mil e rápido. Custou US$5 por pessoa! E o taxi, ida e volta ao centro 5 Soles! So cheap! Ah, viajamos no taxi ao som de "Chora Menina", no Chile ouvimos Michel Teló em vários lugares. Esse povo arrasa por aqui. Cidade bem fofa e em frente ao nosso hotel, a fanfarra da cidade ensaia até as 22h. Quem não gosta de melodias embaladadas por tambores e cornetas, anote ai, não fique no Olivo Suites Hotel!!! Não dááá!

Beijos e abraços!

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